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Leiam, vejam, escutem Itamar Assumpção


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Em comemoração aos 70 anos de Itamar Assumpção,

Beleléu, Leléu, Eu, lançado originalmente em 1981 com produção executiva de Plínio Chaves, Wilson Souto e Chico Pardal, volta à cena remasterizado por Arthur Joly e fabricado na Vinil Brasil com todos os detalhes recuperados, da capa ao encarte. Imperdível!

 

Em seu álbum de estreia, Itamar Assumpção fez o impossível - como todos logo se acostumariam a vê-lo fazer. O disco no. 001 do selo Lira Paulistana foi recebido com um misto de surpresa e encantamento. O baixista negro da banda de Arrigo Barnabé fazia um trabalho igualmente contemporâneo e protagonizado por marginais. Mas se Clara Crocodilo foi composto em uma linguagem erudita, Beleléu privilegiou a música popular.   

 

Beleléu abre com uma vinheta em que Itamar apresenta a banda Isca de Polícia descrita no encarte: Itamar, arranjador e intérprete, violão, baixo, guitarra, percussão, bateria e acordeão; Paulo Barnabé, arranjos e intérprete de bateria e percussão; Rondó, violão e guitarras; Luiz Carlos Lopes, piano Fender; Maria Alice Souto (Mari), voz; Mari, Wilson Souto (Gordo), Eliane Ignácio e Sérgio Feres (Turcão), backing vocals; participações de Jean Trad, guitarra em Baby e Nego Dito, Sérgio Pamplona, Jr. (Pamps), baixo em Baby, Jorge Rocha Souza (Kiko Tupinambá), baixo e fraseado em Nego Dito. O disco trazia outras duas vinhetas espalhadas entre as dez canções.

 

Em pouco tempo, oito delas se tornariam clássicos do repertório itamariano e da moderna música popular brasileira em geral: Luzia, Fico Louco, Se Eu Fiz Tudo, Baby, Embalos, Nega Música, Beijo na Boca e Nego Dito, todas composições de Itamar (exceto Se Eu Fiz Tudo, uma parceria com o saxofonista Márcio Werneck). As duas restantes, Fon Fin Fan Fin Fun (com Older Brigo) e Aranha (de Luiz Antônio Rondó Monteiro, Neuza Pinheiro Freitas e Arrigo Barnabé) pouco foram executadas ao vivo, provavelmente devido a sua complexidade – a primeira cheia de modulações e a outra atonal.

 

Beleléu, Leléu, Eu foi lançado com estardalhaço nos palcos da extinta casa noturna Paulicéia Desvairada e do minúsculo Lira Paulistana, onde Itamar apresentou o primeiro esboço da sua Banda Isca mais definitiva: Luiz Lopes (piano), Paulo Barnabé (bateria), Luiz Rondó e Luiz Chagas (guitarras), Pamps (baixo), Cézinha (percussão), Jorge Matheus, Suzana Salles, Vânia Bastos e Virginia Rosa (vocais).

 

No ensaio A Transmutação do Artista, publicado no Songbook PretoBrás, o professor Luiz Tatit define o colega compositor como “o artista que fez caber um ‘eu’ imenso nos limites da canção”, o que conseguiu “dizendo ou cantando diversas frases ao mesmo tempo”, “inserindo numerosos acontecimentos musicais numa simples cantiga”, “uma obra que só se completava no disco pleno de retomadas, vinhetas e comentários”, “partindo de, no mínimo, trilogias”. Faltou dizer, “e às próprias custas!”

 

Luiz Chagas, jornalista e músico  

São Paulo, julho de 2019

Comemorando os 70 anos do artista, o segundo disco de Itamar (de) Assumpção, auto-produzido e lançado pelo selo Isca em 1983, agora volta à cena remasterizado por Arthur Joly e fabricado na Vinil Brasil, com todos os detalhes da capa ao encarte recuperados. Isso sem esquecer o vinil vermelho (segundo se afirmava, na época, “para garantir melhor qualidade de som”) e a contracapa escrita à mão por Itamar, em caracteres microscópicos, contando todos os preparativos para o show gravado ao vivo – e que se converteria nesse LP... Imperdível!

 

Aquela segunda-feira, dia 15 de novembro de 1982, o dia do show que daria origem ao segundo LP de Itamar, entraria para a história de qualquer maneira. Se não fosse pela realização das primeiras eleições diretas para governador desde os anos 1960, certamente o seria pela gravação do programa “Mais Lenha Neste Inferno”, “mandado ao ar” pela não menos fictícia “Rádio Democrática”. Registrada por Egídio Conde e sua célebre unidade móvel instalada na Sala Guiomar Novaes da Funarte paulistana a fita originou 

Às Próprias Custas S/A. 

 

Comprovando sua ousadia, Itamar reapareceu em 1983 com um disco ao vivo que trazia uma única música de Beleléu leléu eu. A escolhida foi Fico Louco, mesmo assim com um arranjo a anos luz do original. As vinhetas de Beleléuganharam vida com a interpretação da atriz Denise Assunção, irmã de Itamar, incorporada à banda Isca de Polícia agora formada por Luiz Rondó e Luiz Chagas, guitarras, Vânia Bastos, Virgínia Rosa e Suzana Salles, vocais, Paulo Lepetit, baixo, e Gigante Brasil, bateria. 

 

No Lado A do disco, o compositor prolífico abria mão de sua produção e investia na tradição musical urbana sem perder a postura vanguardista. 

 

A primeira canção tratada pela Banda Isca é a homenagem prestada por Jards Macalé a Luiz Melodia (Negra Melodia), um reggae que acabou totalmente fragmentado. Em seguida, o samba carioca de Geraldo Pereira (Você Está Sumindo, com Jorge de Castro) e o samba paulista de Adoniran Barbosa (Vide Verso Meu Endereço) são devidamente silenciados pelo arranjo econômico. Fico Louco passa como uma vinheta e Itamar ralenta um ié ié ié de Getúlio Côrtes, celebrizado pelo “Rei” Roberto Carlos (Noite de Terror), sincronizando-o com Oh, Maldiçãodos irmãos Barnabé, Paulo e Arrigo. O resultado reproduz o pesadelo de se viver sob uma ditadura. 
 

O Lado B, este sim autoral, obriga o ouvinte a passar pelo sufoco doméstico de Amanticida(Itamar e Marta Rosa Amoroso) antes de chegar  à alegria de Batuque,Peço Perdãoe Que Barato, três das composições mais solares de Itamar que celebram a negritude, a liberdade, o amor, o compromisso, executadas no dia da redemocratização. 

 

A canção derradeira, Denúncia dos Santos Silva Beleléu, que traz Denise interpretando a companheira de Benedito João dos Santos Silva Beleléu (vulgo Nego Dito, Cascavel),

é o ápice da primeira fase da carreira de Itamar, uma espécie de mini opereta apresentada no MPB Shell daquele ano, festival de música da Rede Globo conquistando o prêmio de Pesquisa. 

 

O show do disco ao vivo foi apresentado em uma temporada histórica de cinco dias com sete shows no superlotado teatro da FGV em São Paulo. A banda era a mesma - excetuando-se Vânia Bastos, que deixou o grupo, e acrescentando-se a magnífica dama do teatro Myriam Muniz como uma freira ensandecida e diretora do espetáculo. Inesquecível.

 

Luiz Chagas, jornalista e músico  

São Paulo, julho de 2019

Ouvidos atentos!

BELELÉU LELÉU EU – ISCA DE POLÍCIA

Gravando!

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As Proprias Custas SA - Vermelho